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Nuvens de tempestade
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ASTRID BERGSTRöm hunter

A SEIDKONUR

Cadeira

Cadeira 08

Função

Legata das Caçadoras de Ártemis

Local de Nascimento

Vida Pregressa: Sogn, Noruega

Vida Atual: Aspen, EUA

Data de Nascimento

Vida Pregressa: 23 de julho de 860 d.C.

Vida Atual: 23 de julho de 2000

Progenitor

Thor

Zona Responsável

Nórdicos

Backstory

Fantasmas não podiam machucar – mas ela podia, sendo uma alma perdida em si mesma. 

 

Século IX, ano 860 d.C. Nas planícies geladas do oeste da Noruega, um trovão retumbara entre os fiordes silenciosos de Sogn, no desvelar do choro de uma criança há muito querida. Em sua primeira vida, Astrid veio ao mundo no ventre de Salbjörg Káradóttir, uma das inúmeras paixões de Thor, reverberando a terra com ecos de tempestade da qual o padrasto, Kveldulf Bjalfason, bebera com sede de glória. À época, o ‘’Lobo da Noite’’, como lhes segredavam seus guerreiros, era o hersir local, com instintos e língua afiada o suficiente para manter um manto sobre os ombros e a lealdade regada a Harald Fairhair, futuro rei de Vestfold. Homens compartilhavam sua mesa; mulheres, sua cama; e boatos, os corredores de seu Grande Salão, de onde rondava a notícia de que era um metamorfo, senão, um berserker. 

 

Quando o cristianismo começara a despontar na Escandinávia, conflitos de terra e, claro, de religião, passaram a eclodir entre os condados da Noruega, o que motivou Kveldulf, assim que julgara a filha com idade suficiente, enviá-la para Gamla Uppsala, isto é, a ‘’Velha Uppsala’’, onde os deuses ainda tinham fé, e os mortais, temor aos seus ansejos. A mãe a acompanhara na viagem, bem como o irmão mais novo, Grímr, uma vez que o mais velho e predileto do pai,  Þorolfr, ocupava-se com os treinamentos de armas para sucedê-lo: ali, estabeleceu-se o primeiro contato da pequena com o sagrado, no que as völva a introduziram na prática de seiðr, assim que os primeiros lampejos de poder meio-sangue se manifestaram, fosse na forma de faíscas que frequentemente dançavam por seus dedos; fosse no vislumbre de visões do passado ao futuro, de Midgard e Asgard. 

 

Ao retornar para Sogn, os conflitos religiosos perduraram, e Kveldulf, aproveitando-se da oportunidade de criar um legado forte, deixou a única filha mulher aos cuidados de Þorolfr, quem lhe ensinou a arte do machado – e do escudo, pela qual se tornou uma skjaldmö já em tenra idade, por volta dos quinze anos, período em que também realizou suas primeiras incursões marítimas junto do irmão e dos tios maternos, Ölvir Hnúfa e Eyvind Lamb. Pouco a pouco, sua lâmina tomava fama, tendo alguns poetas do passado descrito seus cabelos loiros como ‘’beijados pelo ouro, trançados de relâmpago’’, o que atraiu a atenção de alguns pretendentes em potencial, sobretudo àqueles fiéis a Harold Fairhair, rei ao qual o pai dobrava o joelho. 

 

A despeito dele, ao conquistar Fjordane, cobrou a lealdade de todos os homens da província, incluindo, claro, o irmão, que participara ativamente da Batalha de Hafrsfjord (872 – 900 d.C.) sob o brasão de suas velas, ganhando, por mérito, o título de lendr maðr no Norte norueguês, residindo em Torgar, junto de Sigríðr Sigurðardóttir, sua nova esposa. Com a juventude em alta, Astrid frequentemente visitava ora o irmão mais velho, ora o mais novo, também desposado cedo. Por influência da política territorial, ela também não fugira à regra – aos dezesseis anos, fora prometida a Torv-Einar Ragnvaldsson, conde das Órcades, ilhas estrategicamente aliadas às terras de Þorolfr, em Sandnes.

 

O casamento fora, no mínimo, atribulado, apesar dos dois manterem as fortes raízes com o paganismo e uma relação amigável com Kveldulf. Sabe-se lá por que, sabe-se lá por quem, Astrid era estéril, uma condição humilhante para as mulheres de seu tempo, ainda mais aquelas que deveriam, por necessidade, gerar herdeiros. A prática de seiðr, invariavelmente, tornou-se seu refúgio e esperança, e quanto mais ela (se) sacrificava, oferecendo seu sangue, sua súplica, seus desejos à Gullveig, o milagre de carregar no ventre uma semente forte de Torv-Einar, aos poucos, veio tomando forma; os abortos passaram a ser menos frequentes, ao passo em que as gestações, mensais ao invés de semanais. Ela não se importava com o fato do marido deitar com outras mulheres, e tolerou, por anos, os boatos e os nascimentos de bastardos. 

 

Tudo isso porque, dezenas de tentativas vãs depois, sua primogênita nasceu. À época, Astrid já era condessa das Órcades, com habilidades e visões bem reconhecidas pelo povo, jamais abaixando a espada ou a voz nas batalhas que travara lado a lado do marido – um golpe cruel das Nornas, porém, fora saber que este era filho de Jörmungandr, e por isso, Liv, rebento de sua semente, estaria fadada ao urgir do Ragnarök. O que era irônico, por si só, chamarem-na de “vida”, embora a prole de Thor houvesse lhe dado metade da própria no nascimento. 

 

Afinal, seu ponto de paz, isto é, o irmão mais novo, refugiara-se com a esposa, Bera Yngvarsdóttir, mantendo a comunicação restrita às cartas e as preces fiéis aos deuses. Com o avanço da cristianização, porém, o Rei Harald também avançara as tropas, de modo que numa das inúmeras invasões lideradas por si às Ilhas Órcades, Astrid recebera em mãos a sina entre escolher a filha ou seu povo: por lealdade, escolhera o povo, largando Liv ao abraço gelado dos reinos de Hela. Um blefe, contudo, proposital, já que como seiðrmandr, possuía livre passagem em Helheim, e de lá trouxe consigo a alma que era metade sua por direito, desde que, durante o percurso de volta até Midgard, não olhasse para trás. 

 

Um corvo cuja envergadura projetara sombras de desilusão fora o responsável por impedir o progresso. Ao ter o reflexo negro exposto numa das geleiras eternas do Reino de Hel, fez com que Astrid, por engano, virasse o rosto para trás, perdendo a alma da filha de vez. Em luto eterno, só passara a usar o negro desde então, retornando às Órcades para que, do primeiro homem que não fosse seu marido a lhe aquecer os lençóis, engravidasse do último rebento: Aspen, criado por Torv-Einar com a falsa esperança de que fosse seu herdeiro legítimo. 

 

Dentre tantos encontros e desencontros, poucos anos depois, o irmão mais velho, Þorolfr, foi acusado de traição e morto pelos homens de Harald Fairhair – fato que o pai, ‘’O Lobo da Noite’’, e o caçula, Skalla-Grímr, não responderam menos que com a espada, exilando-se posteriormente na Islândia. Durante a viagem, Kveldulf, velho e ferido, pedira ao capitão da embarcação que seu caixão fosse jogado ao mar, de modo que onde quer que ele fosse parar, seria o lugar em que aportariam. Assim, desembarcaram em Mýrar, próximo à região de Borg, povoado, pelos séculos seguintes, por seus descendentes. 

 

À época, Aspen era um bebê de peito, razão pela qual Astrid se recusara, a contragosto, a se rebelar contra o já proclamado Rei de Vestfold, dobrando o joelho diante da impossibilidade de lhe dobrar o pescoço. Torv-Einar seguira, portanto, igual prudência, participando das campanhas sucessivas de conquista de Harald abaixo de seus estandartes, enquanto ela cuidava, em dissimulada paz, do único herdeiro legitimado a tomar as Órcades como suas. Nesse meio-tempo, no entanto, persistia um descompassado e resistente problema: o coração de Liv, teimoso, batendo. A maldita metade do seu. 

Restou-lhe, pois, seu maior confidente: o mar, lar de Aegir. Ainda envolta no luto, ordenara que o marido tomasse o corpo de Liv e o lançasse ao oceano mais profundo, à deriva, enquanto seu coração ainda batesse; o que o amado, também enlutado, tornara-se cativo do dever ao cumprir a ordem, partindo contra as violentas ondas do Mar do Norte. 

Enfim, liberta dessa sombra, Astrid emergira como a única governante legítima das Órcades, sob o lastro pesado de um domínio isolado, de terra e de sal, banhado pelo aço de suas espadas juramentadas e pela força da palavra de uma mulher à frente do próprio tempo. Com anos, esforço e vitórias bárbaras, ela passara a conquistar respeito, sem necessariamente brandir alianças forjadas em matrimônio. Não bastasse isso, o seu povo já tinha consciência de seu caráter, bem como, claro, de suas capacidades de seiðr – uma manifestação de poder, o que era o mesmo que dizer, uma manifestação de segurança em séculos em que a lei era a da guerra.

Não escapara, todavia, das Nornas. Em 902 d.C., foi convocada para lutar na Batalha dos Holme, unindo-se aos dinamarqueses que jurara proteger. O chamado, por óbvio, não era apenas pela batalha, mas pela promessa de preservar um mundo onde os deuses antigos ainda tivessem vez e voz, para que os filhos de Odin não fossem esquecidos ao relento, com o avanço da cristianização. Assim, nos pântanos sinuosos de East Anglia, sob a terra encharcada e um céu tingido de vermelho, ela encontrara seu fim, tombando entre seus aliados, a lâmina cravada no peito do último inimigo que ousara cruzar seu caminho. A tempestade que caíra na sequência fora de lágrimas.

Entretanto, sua edda em prosa não acabara ali, com o corpo caído sob as turfas lamacentas, pois seu sál – ou melhor, seu hamingja – jamais deixara de existir. Afinal, para sua crença, a morte era uma mera jornada, não um ultimato, de modo que um nome poderia, facilmente, atravessar as eras. Diferente dos fylgja, isto é, os espíritos guardiões que acompanhavam um indivíduo em vida, o hamingja era a própria essência da alma, o legado espiritual que se permitia transmitir entre gerações de um mesmo ciclo de ressurreição; e Astrid Kveldulfdóttir, como predecessora, deixara para Astrid Bergström Hunter os fragmentos de sua existência, sobretudo os pecados.

Fantasmas não podiam machucar – mas ela pode. Sempre pôde. Sempre poderá.

[...]

Natural de Aspen, no Colorado, é descendente de imigrantes suecos que aportaram nos EUA no final do séc. XIX, ou seja, de camponeses fugitivos de safras ruins, atraídos em parte pelas terras baratas, em parte pelas regiões montanhosas cujo clima se assemelhava ao de casa. Filha de Helen e Erik Bergström, dois aviadores da Força Aérea dos EUA (USAF), Astrid recebera, desde muito cedo, uma educação rígida, influenciada por sua formação dentro e fora de casa: dentro, pela criação tradicional; fora, pelo alistamento na Academia da Força Aérea dos EUA (USAFA), em que se graduara em Engenharia Aeronáutica, hoje ocupando o cargo de Segunda Tenente no Air Combat Command (ACC), na Base Conjunta de Langley-Eustis, Virgínia.

 

Travessa por natureza, é até difícil dizer que foi criada praticamente dentro da base aérea, vendo os pais trabalhando sem saber, à época, de onde vinha sua fascinação com tudo aquilo, até porque, naquela idade tenra, a pequena ainda não dava grandes sinais de seus poderes ou ascendência. No dia errado e na hora errada, entretanto, ela os manifestou quando não deveria. 

 

Era seu aniversário de sete anos, e Erik, brincando, havia prometido à filha decolar com ele em teste como presente de aniversário, algo obviamente impossível pros padrões de segurança e pilotagem de um caça. Tentando manter o mínimo de sua palavra, porém, o velho aviador chegou a deixar que Astrid entrasse na cabine, ao que ela chorou, quase que desesperadamente, ao saber que o pai decolaria sozinho. Essas fortes emoções, somadas à imperícia da semideusa de controlar seus poderes, ressoaram no maquinário da aeronave, em especial na bússola de navegação, que a pequena só largara quando a mãe fora buscá-la à força. 

 

Nisso, a alçada do voo prosseguiu normalmente, o que não aconteceu, contudo, com o pouso: segundos antes de efetuá-lo e a poucos metros de distância da pista da base de chegada, a bússola de navegação, ainda sob a influência da magnetocinese, repassou as informações erradas de altitude e distância pro side-stick, levando a aeronave a se chocar contra o solo antes mesmo dos trens de pouso serem acionados. Erik, o único piloto, faleceu na hora. 

 

O luto fora mais do que o suficiente para Helen revelar a identidade do pai da menina, que relutou, por muito tempo, em aceitá-la, devido à memória recente da tragédia. E de fato, foi algo que só mudou com o passar do tempo, após a entrada no acampamento e o reconhecimento da loira como uma meio-sangue – por ser rebento de Thor, descobrir que estar próxima aos céus era também uma maneira de estar próxima do pai verdadeiro soara como uma benção, sagrada, anos depois, à Deusa Ártemis e suas Caçadoras.  

Excerto

Excerto

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"Cabelos d'ouro, trançados em relâmpagos. Bela, imprevisível – e igualmente letal."

Narrador. 

Colunas de edifícios governamentais

Adicionais

• Pela etimologia protogermânica, Astrid vem de ‘’Ástríðr’’. O significado de seu nome aduz à tradução de algo entre "divinamente bela" e ‘’amada pelos deuses’’, a última parte, claro, soando como uma clara ironia das Nornas. 

• Desde a tenra infância, é provável que seu padrasto, Kveldulf Bjalfason, desconfiava da verdadeira paternidade da filha, mas como um homem devoto aos deuses, tratava o fato como um dom, senão, um presente. Comparava-a, inclusive, ao próprio relâmpago – afiada, imprevisível.

• Boatos corriam no Grande Salão do pai que ele, como Kveldulf Bjalfason, além de um homem muito ligado à fé e à tradição pagãs, poderia ser um berseker. Não à toa, chamavam-lhe de ‘’Lobo da Noite’’. 

• Tornara-se escudeira muito cedo, sendo treinada pelo irmão mais velho, Þorolfr, nos anos em que passaram juntos, praticamente refugiados em Gamla Uppsala devido ao avanço da cristianização e das investidas de Harald Fairhair em toda a Escandinávia. 

• Seu presente de reclamação é um martelo de guerra, chamado Þunraz, isto é, literalmente, ‘’trovão’’, em clara homenagem ao Mjölnir do pai. Ela mesma o talhara e forjara em nove dias e nove noites, em sacrifício semelhante ao de Odin, imbuindo, pois, o metal sagrado com runas de proteção: cada volta condecorada corresponde a um aett diferente, com propriedades, por conseguinte, também diferentes. Sua forma complementar são garras afiadas, projetáveis em aço ósseo puro. 

• Embora sua maior habilidade fosse com a espada em mãos, em sua primeira vida, ela também se ocupara com a tecelagem nas horas vagas, razão pela qual criara muitos dos painéis que adornavam o castelo das Órcades. Na atualidade, por pura curiosidade, prefere a pintura. 

• Dentro da crença de self, uma das partes do ‘’eu’’ era justamente os fylgjur, espíritos assistentes que tomavam formas animais para proteger seus donos. No caso de Astrid, sua fylgja sempre fora uma águia, a quem ela carinhosamente chamava de Hræsvelgr, em referência à figura mitológica de mesmo nome. 

• Na atualidade, Hræsvelgr encarnara no corpo de sua serpente alada, Fafnir. O wyvern, uma fêmea de escamas prateadas e olhos dourados, é uma clara alusão ao conto mitológico que lhe deu o nome, ou seja, à história de um anão que se transformava em dragão, sendo tão ganancioso ao ponto de se enfurnar em uma caverna nessa forma apenas para proteger um tesouro de ouro e prata. 

• A depender da emoção que lhe carrega o coração, seus olhos são capazes de mudar de cor, apropriando-se de diferentes tons de azul que podem representar desde um céu cinzento, anterior à tempestade; a um céu limpo das manhãs. 

• Em campo de batalha, seu cabelo loiro era motivo de destaque – e de alarde. Acreditavam que ele era uma dádiva do pai, tendo alguns poetas da época os descrito como ‘’ouro trançado, de relâmpago capturado’’.

• Quando sem armas, seu estilo de luta é, no mínimo, curioso: ela deixa que as unhas de metal de Þunraz cresçam, por onde deixa fluir, por livre e espontânea pressão, eletricidade. Seus assassinatos, portanto, são encomendados e silenciosos. 

• Antes de Liv, Astrid sofreu com a dor da esterilidade, perdendo vários filhos ainda no ventre ou mesmo no nascimento, praticamente um estigma para as mulheres de seu tempo. Assim, viu-se obrigada a seguir pelas vertentes mais obscuras do seiðr, não somente para realizar seu desejo de se tornar mãe, como também para florescer a semente do marido, Torv-Einar Ragnvaldsson, um filho de Jörmungandr. 

• Dizem que foi a metade de seu próprio coração que deu vida a Liv, o que as tornaram, então, ligadas de corpo e alma. Não à toa, o coração da filha continuava a bater na presença da mãe, mesmo após a morte.

• Por associação mitológica, talvez fora o próprio Odin, disfarçado de corvo, que projetara o reflexo que enganara Astrid quando ela descia Helheim para resgatar Liv, o que provocara sua falha e condenara, portanto, a alma da filha.

• Astrid perecera na Batalha dos Holme (902 d.C.), abaixo das turfas sinuosas dos pântanos de East Anglia, junto dos dinamarqueses a quem jurara o escudo na época. Em sua vida atual, isto é, como Astrid Bergström, ela ainda mantém memórias indistintas sobre o ocorrido, embora esparsas e de pouca – ou nenhuma – linearidade de acontecimentos. 

• Em sua crença, a figura do hamingja é de estranha conexão consigo mesma: assim como os fylgja, é uma multifaceta do próprio ‘’eu’’, mais próxima ao conceito de sál, ou seja, da ‘’alma’’ na cosmovisão cristã. No caso, quando alguém morre, o hamingja é herdado por algum de seus descendentes, sobretudo se este possuir o mesmo nome, o que explica o ciclo de existências de Astrid desde 890 d.C. 

• Na vida moderna, Astrid Bergström herdara a chave do pingente de Thor, passada de geração em geração como uma relíquia de família. 

• Falando em família, é cediço que os Bergström possuem uma veia genética sueca, oriunda de imigrantes do século XIX, razão pela qual mantiveram as crenças vivas. Não ironicamente, o pai, toda vez antes de alçar voo, pedia as bênçãos de Týr, enquanto a mãe, durante toda a sua gestação, assentava rituais para Freya. Nada de cristandade estadunidense. 

• Devido ao trabalho dos pais, dois Generais de Brigada da Air Force Special Operations Command (AFSOC), ela cresceu em meio a pavilhões de aeronaves e pistas de pouso, o que a motivou, posteriormente, a seguir a carreira deles. Com notas póstumas no SAT e excelente histórico acadêmico, aos 17 anos inteiros, ela já ingressara na US Air Force Academy (USAFA), optando pelo curso de Engenharia Aeronáutica. 

• Findo o curso de nível superior, ela se sagrou como Segundo-Tenente na hierarquia da United States Air Force (USAF), sendo lotada na Air Combat Command (ACC), na Base Conjunta de Langley-Eustis, Virgínia. 

• É alguém extremamente apegada à família. Embora o trabalho no Mundo Mortal e o cargo de Alferes no Acampamento Meio-Sangue ocupem boa parte de seu tempo, ela costuma visitar a mãe e os avós em todas as datas comemorativas possíveis, sobretudo nos feriados e nas férias – quando, com muita raridade, chega a tirá-las.

• Falando em avós, a primeira vez em que Astrid ouvira falar de seu legado nórdico foi através das histórias de família de sua avó, Hunter Bergström, de quem, a propósito, herdara o nome. Com muito carinho, a matriarca a chamava de ‘’trovoada’’ na infância, devido ao seu temperamento, no mínimo, atribulado. 

• Por óbvio, ela tem um fascínio velado por relâmpagos. Em seus voos, seja com Fafnir, seja em uma aeronave, costuma se aventurar pelas alturas mesmo durante tempestades, em memória do que a avó uma vez lhe dissera – ‘’o céu não é o seu limite’’.
 

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