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Estrelas na noite
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MAYA GAVIRIA ESCOBAR

LA MADRE

Cadeira

Cadeira 05

Função

Bellatrix das Caçadoras de Ártemis

Local de Nascimento

Bogotá, Colômbia

Data de Nascimento

07 de Dezembro de 2003

Progenitor

Ceuci

Zona Responsável

Povos Originários

Backstory

Nascida em Bogotá, Colômbia. Primogênita de Sebastián Marroquín Escobar, já viera ao mundo na companhia de mau agouro dos olhares avulsos. Tanto que no mesmo ano de seu nascimento, o remanescente cartel de Medellín, liderado por seu próprio pai, entrou em guerra de facção com o já rival Cartel de Cáli, o que custou 1 mês de coma vegetativo pro homem e inúmeras carreiras de branca. Dessa forma, a relação entre ambos, pai e filha, sempre se manteve estreita, sendo Maya só uma dentre os outros vários bastardos espalhados pelo mundo.

 

Rebento de Ah Puch, fora criada no seio do povo Lacandon, tribo de onde supostamente sua mãe pertencia, até que o avô tomasse sua guarda e a levasse a ser educada em tudo ao seu alcance, incluindo colégio privado, cursos de língua estrangeira, formação extra e arquearia – utilizada inclusive como desculpa pra ganhar sua primeira arma, mesmo que branca, um arco, com o qual já possuía perícia. 

 

De todo modo, a falta da presença de uma figura materna desde a infância serviu de gatilho pra que a Escobar praticamente aprendesse tudo de ruim também nas ruas, com destaque às mais pútridas do subúrbio de sua cidade natal, onde se concentrava a maior quantia de bordéis e bocas de fumo oriundos da corporação paterna. Na soma de tais fatores, configurou-se a principal razão pela qual ela jamais pareceu  se importar com um eixo moral, já que vivera onde a lei não tinha vez e tampouco voz.

 

Daí, o clichê de sempre se sucedeu: devido às suas transgressões de conduta e afins, logo aos 13 anos Maya foi enviada à Fundación Semillas, por mais que não ansiasse voltar a se integrar na sociedade. Na verdade, a sua indiferença característica não a permitia de tal feito, e muito que provavelmente se tornara responsável até mesmo pela ocorrência dos pequenos e numerosos delitos.

 

Seguindo essa perspectiva, finalmente aos 16 se liberara dali em troca de suborno, extratos falsificados e inúmeras vendas de entorpecentes. Entretanto, ela não voltou pra casa. Muito pelo contrário, embandidou-se novamente por Medellín, ganhando a subsistência por meio de lutas clandestinas de rua, através das quais se descobriu melhor no que fazia de pior. Por outro lado, reconhecendo a reputação criminal que repassara pra filha, Sebastián sequer se importou. Isso é, até ser detido e condenado a 14 anos de prisão por fraude, lavagem de dinheiro, tráfico, assassinato, sequestro, contrabando e mais umas 5 cláusulas grampeadas, sem deixar herdeiros específicos além de Maya; que por infortúnio do presente ou ironia do futuro não assumiu nem o sobrenome renomado da corporação, e tampouco a afiliação. 

 

Muito ligada à cultura de seu povo, ela só queria viver sua vida, de algum modo, longe das memórias da família. Debandando-se pra Bogotá, morou anos por lá depois do falecimento do avô que lhe criara, embora que dessa vez sob a espionagem nada discreta da formação de Cáli que, claro, se aproveitara da situação. Conforme o tempo correra, porém, a vida boa acabou tão rápido quanto começou. Necessitando de distrações, e explicando o porquê de seus desejos manterem um padrão distorcido daquilo que Pablo pregava em vida, as viagens de Maya se intensificaram. 

 

Numa dessas, um aviãozinho dos extintos Pepes entrou em contato e levou-a ao Cartel de Cáli, onde foi reconhecida como filha de Sebastián e neta de Pablo; ganhando conhecimento da guerra de facção propriamente dita na pele. Noutra, sabe-se que ela encontrou o pai após sua fuga da sentença, e pra compensar o infortúnio lançado por ele sobre Medellín, agora enfraquecido, desceu o soco, a fim de obrigá-lo a se exilar. Dito e feito: 2 anos depois, Sebastián se encontrava fora de jogo e o monopólio do narcotráfico colombiano nas mãos da Escobar.

 

Ou quase.

 

Com o tombo de Sebastián e a recuperação gradual do Medellín, a formação de Cáli intensificou a rixa pelos pormenores, não tardando pra que se enfrentassem com a nova liderança de Maya. No entanto, a situação fora tão grave que nem mesmo uma sucessão numerosa de baixas de ambos os lados não fizera uma única bandeira branca se levantar. A filha de Ceuci, já impaciente, lançou o desafio: Catedral de la Inmaculada Concepción de Maria, madrugada, sem armas. 

 

Se não fosse um cerco. Malandra por natureza e teimosa por escolha, Maya não foi sozinha, levando seus homens com ela. Ou seja, assim que Juan Cortéz, dono de Cáli, chegou ao local no dia e a hora marcados, se viu contra dez capangas, além de claro, a neta de Pablo Escobar. Apesar de querer, Maya não o matou. 

 

Pelo contrário, o fez de refém no Medellín e levou a lealdade de seu suposto adversário à prova, propondo que em troca de paz e boa parte dos lucros de Cáli, cobraria-lhe apenas um olho. E de fato, Juán cumpriu o trato. Olho por olho, e não só o mundo que quase acabou cego.

Excerto

Excerto

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"A Escobar tinha aqueles olhos de cigana oblíqua e dissimulada. Olhos que diziam tudo, mas ao mesmo tempo, não diziam nada."

Narrador. 

Colunas de edifícios governamentais

Adicionais

• Maya é simbolicamente ligada com a natureza e tudo que dela provém. Muito disso se deve à sua criação no seio do Povo Lacandon, bem como a influência de Ceuci, sua progenitora divina.

 

• Como o esperado, é uma defensora fervorosa dos direitos dos povos originários. Ela utiliza sua grande influência política em Bogotá  para apoiar causas que promovem a preservação das culturas de seu povo. Devido à essa veia, literalmente, materna, chamam-na de “La Madre”.

 

• Desde muito jovem, a Escobar foi instruída na utilização de plantas medicinais pelos anciãos da tribo Lacandon para os mais diversos fins. Assim, ela adquiriu bastante familiaridade com herbologia e medicina tradicional, motivo pelo qual, vez ou outra, auxilia na Enfermaria.

 

• Pela tradição dos povos originários, também aprendera desde cedo a expressar o tamanho apreço pelas suas raízes através da arte. No tempo livre, cria peças de artesanato tradicionais, como cestas, cerâmicas e têxteis. A propósito, é uma ótima rendeira, além de entusiasta no violão popular.

 

• É abertamente ativista ambiental. Quando em sua terra natal, participa e financia campanhas de preservação, sobretudo da Floresta Amazônica, destacando a importância de proteger a Mãe Terra, como é reverenciada no Panteão Tupi-Guarani.

 

• Possui inúmeras tatuagens cerimoniais, grande parte desenhadas a ferro e fogo pelos anciões da tribo que a criaram, bem na pele. Em Bogotá, contudo, fez ainda mais, e é sabido que todas, sem exceção, têm algum significado pra ela.

 

• Seus olhos, frequentemente descritos como “de cigana oblíqua e dissimulada”, remetem ao verso famoso de Machado de Assis em Dom Casmurro. Tão escuros quanto a noite mais bela de Ceuci, não refletem luz, de modo que são capazes de enxergar além da realidade comum, captando energias e auras que escapam ao olhar mortal. Da mesma forma, tornam sua alma simplesmente inacessível.

 

• Muito ligada ao avô, entre os tesouros escondidos de Pablo na Haciena Nápoles, Maya preservara sua biblioteca pessoal repleta de livros raros, documentos históricos e diários do próprio Patrón. Ao que tudo indica, ela jamais passou da terceira fase do luto – a barganha.

 

• Em decorrência da convivência mafiosa, Maya herdara as habilidades de negociação e liderança de Pablo. É uma exímia manipuladora, além de, claro, guerreira: foi na sua tutela que aprendera os mais variados estilos de arte marcial, sobretudo jiu-jitsu.

 

• Não obstante, estudara os métodos militares que o avô empregava para controlar seu império, denotando um amplo conhecimento sobre táticas de guerrilha e operações clandestinas, tanto em combates urbanos quanto em cenários rurais.

 

• Apesar de não demonstrar, ela sente uma profunda responsabilidade de redimir o nome da família, motivo pelo qual se aproveita da própria posição e dos recursos herdados para promover as iniciativas sociais, culturais e ambientais que tanto preza. Pode ter herdado muitas das partes ruins de Pablo, entretanto, das boas que lhe sucedera, a maior é a preocupação com seu povo. 

 

• Como rebenta de Ah Puch, o deus maia da morte e do submundo, cultuado pelos Lacandon, Maya frequentemente convive com visões e visitas de espíritos. O fato de ser rebento se deu ao Ritual de Renascimento, no qual se sacrificou pelo seu povo e recebera, de volta, o dom da vida.

 

• Na selva, desenvolvera habilidades excepcionais de caça, como o uso do arco-e-flecha, a utilização de armadilhas e zarabatanas. De intuição e olhos atentos, é capaz de rastrear e capturar presas com grande eficiência. Além disso, é ótima nadadora, conhecendo as águas do Rio Amazonas com a palma da mão.

• De estimação, possui uma onça-pintada furiosa, que batizou de ''Yara'', em clara alusão à Mãe D'Água.

 

• Por causa da vivência em mata fechada, também consegue se orientar em selva densa através de sinais naturais, a exemplo do movimento do sol, da posição das estrelas, e da direção dos ventos. 

 

• Tem seu arco juramentado à Deusa Ártemis, subindo, sem dificuldades, ao posto de Bellatrix em suas Caçadoras. Protege o Acampamento como quem protege sua família. 

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