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CAELUM AEQUUS BONANNO

A CHAVE MENOR DE SALOMÃO

Cadeira

Cadeira 01

Função

Local de Nascimento

Nápoles, Itália

Data de Nascimento

31 de Outubro de 2000

Progenitor

Hécate

Zona Responsável

Ctônicos

Backstory

Na terra onde o sagrado se entrelaçava com o profano, o destino de Caelum se desdobrou como um conto tecido por entidades obscuras. Num templo de fé, em Nápoles, entre rezas e cânticos, um padre se uniu à Hécate, a feiticeira das encruzilhadas, desencadeando uma gestação dotada de misticismo – e tragédia. Do ventre da deusa, brotaram duas almas, gêmeas e unidas como estrelas em dança. Caelum, o céu, e Luna, a lua. 

 

Abandonadas na Abadia do Monte Cassino, símbolo do rigor beneditino, cresceram sob o manto austero da disciplina religiosa. As mentes brilhantes dos gêmeos eram uma constante afronta aos dogmas da ordem, e a magia pulsante de Caelum sempre foi motivo de destaque, tanto para o bem quanto para o mal que o consumia. O pai, como sombra, desapareceu no horizonte nesse meio tempo, sem deixar rastros: Petrus Aequus, exorcista e psiquiatra renomado, o único capaz de expurgar a sina dos filhos.
 

O pequeno bruxo, com sua herança mágica, literalmente brincava no limite ermo entre luz e escuridão, bem como suas marionetes, pela arte da marcenaria aprendida por ofício com os monges. Não obstante, no lugar da irmã, para sufocar seus poderes e temores de pitonisa, voz oracular viva, lhes foram feitos exorcismos, de onde ganhou seus estigmas – as marcas de Cristo –, além de setenta e dois espíritos, antes adormecidos no Vaso de Salomão, a maior relíquia da abadia, resgatada do Templo de Jerusalém.

 

Apesar de tudo, formou-se no Seminário, tornando-se, ironicamente, um grande exorcista como o pai. Aliás, não era à toa o fato de que os monges da Abadia do Monte Cassino, o berço da Ordem de São Bento onde se educaram, eram chamados de ''monges negros'', num voto de luto eterno às vítimas que faziam. Certo dia, porém, encontraram três destes sacerdotes mortos em seu dormitório, todos lhe lembrando de Judas, tanto pela traição quanto pela causa mortis: asfixia. Não obstante, como os falecidos tinham uma arma, Caelum tão logo a entregou à Luna para que a disparasse em sua cabeça, visto que suicídio era pecado, e queria que a irmã o acompanhasse no Inferno, caso homicídio também fosse. 

 

Hospitalizado, passou 6 dias em coma, e no sétimo, ao contrário de seu Deus, não descansou, retomando a consciência. Como o esperado, o assassinato dos monges não passou batido às vistas da ordem, de tal maneira que tiveram de detê-lo, à força, no Camaldoli. Noutras palavras, uma das casas reformatórias mais antigas de Nápoles, onde fora encarcerado junto da irmã e vivera os melhores anos de sua vida thelêmica, não fosse pela presença aviltante de Petrus, seu pastor e carrasco.

 

Afinal, para além da batina, o pai era psiquiatra, desacreditado de Deus e devoto dos mistérios da mente humana. Não só isso, era também, em suma, um mortal capaz de ver através da Névoa, munido de um gosto muito particular pelo sobrenatural, à busca incessante de explicações racionais para o que, no fundo, dispensava-nas. Noutros termos, foi ele o responsável por acompanhar a estadia dos filhos no Camaldoli, submetendo-os a sessões literais de regressão e hipnoterapia por TSO (Trattamento Sanitario Obbligatorio). No fim, cobaias do destino, nós enlinhados das Moiras.

[...]

 

Das paredes brancas ao seio de uma família obscura, seus 15 anos foram marcados. Os Bonanno, onde o crime era a única língua, transmitiram um legado com a intersecção de Petrus. Ao contrário da irmã, Caelum fora tardiamente adotado por esse clã de histórico duvidoso, tornando-se filho e ao mesmo tempo empregado, deslumbrado pelo código de dever e das artimanhas do sangue italiano. Afinal, eram os atores sociais do Cosa Nostra, não só por possuírem uma educação predominantemente siciliana, e sim por ficarem com o trabalho sujo; uma vez que afora os prostíbulos e bocas, a Quinta Família se encarregava das infiltrações, dos ataques terroristas e no melhor do que faziam de pior: tortura.

 

Sob os cuidados de Marco Bonanno, um consigliere sem herdeiros diretos, a falta de impressões digitais nas pontas dos dedos de Caelum, portanto, era marca registrada dos interrogadores, mormente suscetíveis a investigações policiais – os membros do ramo que ocupavam tal posição queimavam as áreas do corpo de coleta genética desde a punciuta; sendo considerados praticamente fantasmas, leais à corporação mesmo após a morte. 

 

Assim, supõe-se que na falta de uma figura paterna, Marco quem o ensinara tudo o que sabia, ou seja, tudo de mau. À época, como consigliere, isto é, o conselheiro do capo, portava enorme influência. Por isso mesmo, às sombras de seu sobrenome, Caelum abriu o Hellfire Club, a maior casa de lavagem de dinheiro da corporação em Little Italy, onde, por ventura, também conheceu Liana Tommeraas, filha de Nyx, com quem se relacionou por alguns anos. Ele só não esperava que desse namoro viesse o Acampamento Meio-Sangue, e muito menos que se tornaria pai tão cedo.

 

Em suma, uma paixão voraz, digna de um romance vitoriano. Ainda na adolescência, filha de um arqueólogo prodigioso, Lia encantou o bruxo primeiro pela lábia, e logo depois, pelo coração. Apesar da tenra idade, apaixonou-se por ela de corpo e alma, sendo sua primeira namorada, seu primeiro grande amor, mãe de sua primogênita. Tanto que, no acampamento, não havia missão que não fosse completada em sua companhia, ou qualquer coroa de louros que não fosse jurada ao seu nome. Combatente auspicioso e guerreiro nato, não demorou para que Caelum ascendesse à hierarquia, comandando a Patrulha no dorso de sua serpe, Vlad. Tinha em Quíron a figura de um pai, e vice-versa, tinha o centauro um campeão ao seu dispor.

 

Ganhou a Primeira Cadeira após se banhar no Aqueronte e fechar as Portas da Morte de dentro para fora, o mesmo de dizer que fora ao Inferno e retornara tantas vezes quanto julgara necessário por Quíron e, acima apenas dele, por Liana. Entretanto, quando as Moiras a levaram em cima de uma cama de parto, foi o Aequus que morreu, junto de seus últimos resquícios de humanidade, enterrados a sete palmos debaixo da terra.

 

Como o esperado, por haver acompanhado toda a gestação e principalmente os primeiros anos da filha, tomou-lhe a guarda. Registrou-a com seu sobrenome; matriculou-a nas melhores escolas; ensinou-lhe latim, seu italiano natal e autodefesa; além de fazê-la frequentar tudo que o seio siciliano poderia oferecer. É ele, a propósito, quem acompanha o rendimento escolar e as atividades extracurriculares, sendo bem rígido no que diz respeito às cobranças e, claro, à religião. Os Bonanno são católicos por natureza. 

 

Nesse intervalo, ao voltar para o Mundo Mortal nos primeiros anos de vida de Aurora, conheceu Mirae Rosalles, contadora de Marco. Ao descobrir seu nome, descobriu-se também interessado nela, laçando um relacionamento que nunca passou da cama, embora a recíproca não fosse verdadeira. De toda forma, cuidou daquela que viria a se tornar a Segunda Cadeira como quem cuida de uma flor machucada – sem se importar com os espinhos. Durante o afastamento, ajudou-a, sobretudo, com o controle dos yōkais, ao mesmo tempo em que deixara Jon, seu braço direito, no comando da Patrulha.

 

É sabido que com mão de ferro, também treinou outros alferes. O primeiro deles, Izzy, a quem resgatou de um mosteiro maculado e selou suas três personalidades num escapulário. A segunda, América, que tanto causava problemas e jurava ser capaz de se domar sozinha: por óbvio, não o foi. Entre tapas e beijos, levou-na para a Arena e ensinou não somente a brandir uma espada, como afiar a língua apenas nas situações convenientes; o que, por volta de dois anos, resultou nela lhe pedindo em namoro.

 

Por outro lado, é uma figura paterna amorosa. Devido à ausência de Petrus, aprendera da pior forma que uma boa educação dos filhos só surge da presença dos pais, e por isso nunca saíra de perto de Aurora. Tanto que ela vive consigo, e desde que precisara retornar ao Acampamento, divide ao máximo as duas rotinas. Afinal, é firmemente envolvido nas amarras do Submundo de NY, ditando-lhe as regras como quem reza uma missa.

Excerto

Excerto

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"Caelum era de ferro puro. Rígido, duro e forte, mas quebradiço. Quebrará antes de se dobrar."

Narrador. 

Colunas de edifícios governamentais

Adicionais

• Seu nome, ‘’Caelum Aequus’’, significa ‘’céu impuro’’ ou ‘’céu justo’’, a depender da tradução. Dado pelos monges beneditinos, tem relação com seus traços angelicais e inclinação para a maldade. 

• Seu aniversário, datado do dia 31 de Outubro, é o famoso ''Dia das Bruxas'' ou Halloween.

 

• O azul de seus olhos é de um céu tempestuoso, cinzento, gélido. Segundo Petrus Aequus, seu pai, Hécate lhe dera essa cor para ser incapaz de chorar, ‘’uma cor de lágrimas e dores congeladas’’. 

• Petrus Aequus, seu pai, carrega esse nome como uma ode ao São Pedro Apóstolo, considerado o primeiro papa e, portanto, também o patriarca da Igreja Católica. 

 

• Possui uma cicatriz um pouco acima da têmpora direta, em decorrência do tiro efetuado por Luna. Como a lesão se deu no córtex pré-frontal, pode estar diretamente relacionada ao seu desvio de conduta. 

 

• É formado no Seminário, o mesmo que dizer que, na verdade, é formado em Teologia. Graças a isso, aplica os conhecimentos adquiridos de Direito Canônico nos seus afazeres no Acampamento, uma vez que cuida de toda a parte legal. 

 

• Sua Marca das Moiras, por outro lado, é logo abaixo do ouvido esquerdo, encoberta por uma única tatuagem, um 93. É a mesma região em que ocorre a "Lesão do Enforcado" ou "Fratura de Axis", já que a forca era uma pena capital comum designada aos bruxos, e que ele, como filho de Hécate, representa. 

 

• A tatuagem, o 93, é um número cabalístico da Thelema, sua religião. Como thelemita, Caelum acredita em duas particularidades principais, a vontade (thelema) e o amor (agapé), podendo-se somar os valores referentes a cada letra por Isopsefia que, coincidentemente, o resultado dará o mesmo: 93. 

É amante de animais. Tutor de Trivia, a mascote dos Bonanno; uma cadela sem raça definida, adotada por Marco no seu aniversário de dezoito anos, que frequentemente pode ser encontrada ao sopé da lareira de sua sala na Casa Grande. Seu nome é a contraparte romana de Hécate, uma deusa por si só associada a cães. De grande porte e pelagem rala, puxada pro cinza, possui olhos teimosamente esverdeados. De temperamento forte, só obedece ao bruxo – e às vezes nem isso.

 

• Todos os dias, alça voo em sua serpe na Colina Meio-Sangue. Vlad, o wyvern, é um enorme réptil alado de duas patas com um temperamento, no mínimo, difícil. Recebeu tal nome não só por isso, mas também pelo hábito de empalar suas vítimas com o ferrão que jaz em sua cauda irreverente. Tem escamas negras como a noite e íris brancas como a lua, sendo feroz e ágil em batalha.

• Tem as pontas dos dedos queimadas, sem impressões digitais. É um rito de lealdade aos Bonanno, já que, se pego, não poderão associá-lo à corporação. Da mesma forma, é um traço comum entre sua classe: os interrogadores, ou seja, justamente aqueles responsáveis por torturar alvos que contenham informações descabidas. 

 

• Seus métodos de tortura favoritos são os de esfolamento e de quebrar ossos. O de esfolamento, por lhe lembrar seu São Bartolomeu, o santo sem pele; e o de quebrar-ossos, pela figura do Quebra-Nozes, seu conto infantil favorito – o som da fratura é idêntico. Na corporação, inclusive, o chamam de ‘’Quebra-Ossos’’. 

 

• O apego ao conto do Quebra-Nozes é escapista e simbólico. Isso porque é uma figura associada ao Natal, sua época favorita, a única em que podia ser uma criança normal na abadia. Além de que, também, é um brinquedo de madeira, um dos primeiros que aprendera a fazer na marcenaria. 

 

• Falando em marcenaria, tem gosto por qualquer tipo de arte. Na abadia, aprendera a talhar madeira por ofício com os monges, assim como tocar alguns instrumentos na celebração da santa missa, sendo seu predileto, o piano. 

 

• Fora tão torturado nas setenta e duas sessões de exorcismo que também aprendera a torturar. Contudo, como reflexo, tem asco de sangue e manias excessivas de limpeza, jamais utilizando as mãos nuas em seu trabalho. 

 

• Por outro lado, em combate, gosta tanto de machucar que prefere lutar sem armas. Não à toa, sua cor favorita é vermelho-sangue. 

 

• Na corporação, aprendera Muay Thai e Jiu-jitsu. Utiliza ambas as artes marciais como sua base de luta, a primeira na ofensiva e a segunda na defensiva. 

 

• Por causa dos maus tratos sofridos na abadia, bem como no Camaldoli, tem aversão a toque físico, sobretudo de desconhecidos. Também não gosta nem um pouco da cor branca, levando em consideração que era a mesma dos ladrilhos da casa reformatória. 

 

• É estigmatizado. Para o catolicismo, são marcas que representam as chagas de Cristo crucificado, aparecendo naqueles destinados ao seu grande sofrimento. No caso de Caelum, as chagas se encontram nos pulsos, que ele frequentemente envolve com bandagens e esconde com adereços, como relógios e pulseiras. As feridas infringem dor e podem romper a qualquer momento, sobretudo em passagens de estresse ou influência dos setenta e dois espíritos salomônicos. 

 

• Herdou o escapulário do pai, Petrus Aequus. É um tipo de colar bem quisto pela Igreja Católica, considerado um dos maiores utensílios protetores pelo fato de possuir dois pingentes, um que guarda a frente e outro que guarda as costas. Na primeira face, há o medalhão de São Bento, fundador da Abadia do Monte Cassino e da Ordem Beneditina a qual pertence; enquanto que, na face de trás, as três tochas de Hécate, sua mãe. Geralmente, Caelum o usa pra conter a aura agressiva de seus setenta e dois daemons. 

 

• Sua contraparte, ‘’A Chave Menor de Salomão’’ ou ‘’Lemegeton’’, faz referência aos setenta e dois daemons do Rei Salomão, listados no grimório de mesmo nome de Aleister Crowley, o pai da Thelema.

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